sexta-feira, 7 de agosto de 2009

REFLEXÃO ACERCA DA: ASSESSORIA, ATRIBUIÇÃO E COMPETÊNCIA DO ASSISTENTE SOCIAL


REFLEXÃO ACERCA DA ASSESSORIA COMO ATRIBUIÇÃO E COMPETÊNCIA DO ASSISTENTE SOCIAL

No atual debate da categoria, pensar sobre os novos espaços de trabalho e as novas competências profissionais tornou-se pauta constante e refletir sobre as questões que envolvem a qualidade do fazer profissional coloca-se como uma demanda prioritária ao assistente social.
O trabalho do Assistente Social
Os assistentes sociais ampliam seu espaço ocupacional para atividades relacionadas à implantação e orientação de conselhos de políticas públicas, à capacitação de Conselhos, à elaboração de planos de assistência social,ao acompanhamento e avaliação de programas e projetos.tais inserções resultam em novas exigências de qualificação, tais como o domínio de conhecimentos para realizar diagnósticos sócio -econômicos de municípios e para leitura e analise dos orçamentos públicos, identificando recursos disponível par projetar ações; o domínio do processo de Planejamento; a competência no gerenciamento e avaliação de programas e projetos sociais, a capacidade de negociação, o conhecimento na área de recursos humanos e relações no trabalho. Assim surgem também possibilidades de trabalho nos níveis de assessoria e consultoria para profissionais mais experientes e altamente qualificados em determinadas áreas de especialização.
Um elemento central nesta discursão é o fato de que existem diversos processos de trabalho nos quais o assistente social se insere. Essa diversidade se dá na esfera estatal, em empresas privadas, nas ong´s,etc...o assistente social, ao inserir-se num processo de trabalho,não está penetrando num terreno exclusivamente seu.Está, na verdade, no âmbito de um processo de trabalho coletivo que não foi por ele elaborado,mas isso não implica na perda da autonomia ética e técnica que o profissional possui(IAMAMOTO,1999).
Contudo, essa abordagem, na qual o Serviço Social é visto inserido em processos de trabalho coletivos, remete-nos ao questionamento de como a profissão perca sua particularidade. Segundo a autora que nos faz detectar as particularidades do trabalho do assistente social, ou seja, mesmo compartilhando um único processo de trabalho com outros profissionais, o assistente social se diferencia destes por ser possuidor de elementos com matéria–prima, instrumentos de trabalho e força de trabalho distintos(IDEM,1999).
No debate sobre as funções privativas do assistente social, o trabalho em equipes interprofissionais merece um especial destaque. É comum encontrar o assistente social partilhando atividades com outros profissionais, o pedagogo, o sociólogo, o psicólogo, o médico, o arquiteto, o advogado, o economista, na coordenação de ações comunitárias, nos programas de saúde mental, nas empresas, em Ongs etc...Muitos assistentes sociais atuando no mercado de trabalho mostram-se politicamente comprometidos com os usuários dos seus serviços; porém muitos não estão atentos para possibilidades de ação que rompa com uma determinada estrutura de realidade excludente, pois não procuram se atualizar ou se aprofundar no debate teórico,perdendo muitas vezes seus tradicionais espaços de trabalho e não se inserindo em novos espaços.

Raimundo Clerisvan
Graduando em Serviço Social

2 comentários:

Nilda disse...

oi, RAy

Eu me chamo Nilda, da área missionária Monte das Oliveiras, meu email nilda.malcher@gmail.com, lembra vc ficou de enviar o material do encontro com o Pe.Jerônimo

Anônimo disse...

Está bem interessante esse artigo da Tatiana Maria Araújo da Fonseca, publicado na Revista Ágora e disponível em http://www.assistentesocial.com.br.

Também o li e gostei muito

Adriana